25/06/2026 - O Tribunal Superior do Trabalho (TST) e a Universidade de Brasília (UnB) assinaram, nesta quinta-feira (25), um Termo de Execução Descentralizada (TED) voltado à preservação e modernização do acervo audiovisual do Tribunal. A iniciativa prevê a organização, digitalização, catalogação e atualização tecnológica de vinte mil horas de materiais produzidos ao longo das últimas décadas.
A cerimônia de assinatura foi realizada na sede do TST, em Brasília, e contou com a presença do presidente do Tribunal, ministro Vieira de Mello Filho, e da reitora da UnB, Rozana Reigota Naves.
As atividades serão desenvolvidas por uma equipe multidisciplinar da UnB que envolve professores e estudantes da Faculdade de Comunicação, da Faculdade de Ciência da Informação, do Arquivo Central e do Sistema de Bibliotecas da instituição.
A metodologia que será utilizada foi desenvolvida em pesquisas realizadas pelo próprio corpo docente da UnB e já aplicada em projetos de preservação da memória institucional da Faculdade de Comunicação.
Patrimônio histórico preservado para as futuras gerações
A parceria tem como objetivo garantir a conservação de documentos audiovisuais que registram momentos relevantes da trajetória da Justiça do Trabalho. Além da preservação dos materiais, a iniciativa busca aprimorar as condições de armazenamento, gestão e disponibilização dos conteúdos, reduzindo riscos de perda decorrentes da deterioração dos suportes físicos e da obsolescência tecnológica.
A iniciativa também fortalece a aproximação entre o Poder Judiciário e a academia, já que os materiais preservados poderão servir de fonte para pesquisas, atividades de ensino e projetos de extensão.
“Por este Tribunal passaram figuras importantes da vida pública brasileira. Esse acervo será uma fonte valiosa para pesquisadores das áreas de História, Sociologia, Direito e Comunicação”, destacou o ministro Vieira de Mello Filho.
A reitora Rozana Naves também ressaltou que os documentos audiovisuais possuem valor histórico, científico e cultural e podem contribuir para a produção de conhecimento em diferentes áreas.
“A memória precisa ser preservada, reconstruída e analisada. As novas tecnologias nos permitem transformar esses documentos em conteúdos mais acessíveis para a sociedade. Preservar a memória é uma das missões das universidades públicas”, compartilhou.
Tecnologia e capacitação
Além da digitalização e da organização dos acervos, o acordo prevê ações de capacitação e transferência de tecnologia. Serão promovidas oficinas sobre preservação documental, gestão da memória e acesso à informação destinadas à comunidade acadêmica e aos servidores do Tribunal.
Ao comentar a relevância do projeto, o presidente do TST relacionou ainda a preservação do acervo à compreensão do papel histórico da Justiça do Trabalho. “A JT nasceu da luta dos trabalhadores pela proteção de seus direitos. Preservar essa memória é permitir que as novas gerações compreendam a origem e a função social dessa instituição.”
Acesso ao acervo
O acordo estabelece ainda as responsabilidades de cada instituição na execução das atividades, incluindo o acompanhamento técnico, a gestão dos recursos e a avaliação dos resultados.
Ao final da vigência, a Universidade de Brasília apresentará um relatório de execução que será analisado pelo Tribunal e o material recuperado ficará disponível para acesso da comunidade em geral.
(Sofia Martinello/JS - Foto: Bárbara Cabral)